História de Aviamentos

História de Aviamentos
 
VELCRO

Foi inventado em 1948 pelo engenheiro suíço George de Mestral. Certo dia, voltando de uma caminhada no bosque, ele ficou irritado ao encontrar carrapichos grudados na sua roupa e no pêlo do seu cachorro. Decidiu então descobrir de que modo eles conseguiam agarrar-se tão teimosamente, sem nenhuma substância adesiva.
Observando pelo microscópio, Goerge descobriu que as patas do carrapicho terminam em pequeninos ganchinhos, que se prendiam a qualquer coisa peluda. Assim nasceu o fecho feito de numerosos ganchinhos e lacinhos. O nome "velcro" é a combinação de duas palavras francesas: "velours" (veludo) e "crochet" (gancho).

ELÁSTICOS

Por volta de 1830, pedaços de elástico haviam substituído as molas de metal antes empregadas nos espartilhos e nas roupas íntimas. Por causa de sua flexibilidade, o elástico é, desde o século XIX, muito usado na confecção de roupas íntimas, roupas de banho e roupas de ginástica.
Existem dois tipos, o tubular e o achatado (tipo fita elástica). Fabricado em várias larguras ou grossuras. É utilizado na montagem, com finalidade de franzir um determinado espaço, como cintura, punho, barras.
O elástico é um aviamento que há muito tempo faz parte da historia da confecção, substituindo em varias situações ate pela sua própria praticidade, zíperes, botões ganchos e velcros. As confecções adaptam o elástico pelo seu rendimento, praticidade e principalmente pela discrição que a roupa possui com ele 

 
ZÍPER

Os primeiros esboços do zíper foram registrados em 1893, quando o inventor americano W. Judson bolou uma espécie de trilho de colchetes para colocar nas botas de um amigo que, por conta de um problema de coluna, não conseguia ficar muito tempo abaixado amarrando cadarços. O novo fecho foi usado primeiro em cintos porta-moedas e bolsas de tabaco.
O invento só foi ganhar status de achado em 1917, quando o engenheiro suíço G. Sundback resolveu aperfeiçoar a versão original e vendê-la para uma empresa americana – a B.F. Goodrich que produziu pencas de galochas equipadas com o aviamento.
Em 1920, o zíper estava realmente na moda e podia ser encontrado em todos os tipos de roupas, sapatos e bolsas. Em 1923 O exército americano notou o potencial da peça e, durante a Primeira Guerra Mundial, os zíperes arrematavam as roupas, os sapatos e as mochilas dos soldados. O nome zíper foi adotado também nessa época.
Durante os anos 30, Elsa Schiaparelli foi a primeira estilista a usar fechos aparentes, como um enfeite, em suas criações. Desde então, por várias vezes, o zíper entrou e saiu da moda, tendo sido usado por estilistas e designers. A coleção de Christian Dior, para o verão do ano 2000, teve, como estrela principal, o zíper, usado de todas as formas, na vertical, horizontal, nas barras das calças e até no cabelo. Além da sua praticidade incontestável, o abrir e fechar dos fechos fez com que ele se tornasse um símbolo de sensualidade, muito usado em roupas e acessórios fetichistas.

BOTÃO

Os primeiros botões eram feitos de ossos e metais. Os primeiros fabricantes de botões surgiram no século 13. No século 17, o botão tornou-se menos decorativo e mais utilitário devido à sobriedade do vestuário.
A moda dos nobres favoreceu o seu desenvolvimento. Os gibões da nobreza continham 38 botões guarnecidos, forrados com sedas coloridas, ou com botões em ouro, prata e pérolas.
A partir de meados do século XIX, conchas, madrepérola, vidro preto, aço e latão trabalhados e chifre moldado costumavam ser usados para fazer botões. Na década de 1880, ressurgiu a utilização também havia botões feitos de vidro ou porcelana ou cobertos de bordados. Essas tendências continuaram até a Primeira Guerra Mundial, quando ocorreu um declínio acentuado na quantidade de botões utilizados.
A década de 30 e estimulou a produção de botões de madeira, cortiça, plexiglás e plásticos. Nessa época, entraram em voga botões inovadores: usados como parte estratégica do modelo das roupas, costumavam assemelhar-se a cestas de frutas ou a maços de cigarros. Após a Segunda Guerra Mundial, os botões ficaram menos decorativos e mais funcionais.

 
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